Associação Atlântica
![]()
O desafio abordado pelo projeto AGREE centra-se na valorização conjunta de um património exclusivo do Espaço Atlântico. Em resposta ao desafio identificado, o projeto procura soluções concertadas para potenciar os ativos culturais, assegurando o envolvimento das comunidades locais.
O Espaço Atlântico desempenhou um papel histórico determinante, estruturado quase exclusivamente em torno da temática das grandes viagens e dos Descobrimentos, que ocorreram, essencialmente, entre o início do século XV e o século XVIII. O projeto representa, por isso, uma excelente oportunidade para impulsionar o desenvolvimento turístico do Espaço Atlântico numa perspetiva transnacional, capitalizando o traço comum que une estes territórios: a sua identidade enquanto locais de origem de navegadores, expedições, rotas comerciais e negócios.
Contacto da Associação Atlântica -
Quadro de Cooperação Transnacional
O papel de destaque de todo o Espaço Atlântico no que concerne às grandes viagens e explorações deve ser integrado num quadro de cooperação transnacional. Ao fomentar o desenvolvimento conjunto e uma promoção partilhada, o recurso a uma rede transnacional revela-se obrigatório, e até inovador, na busca pela sustentabilidade cultural num período de escassez de recursos.
Esta abordagem transnacional é totalmente original e responde aos pressupostos fundamentais do projeto AGREE. A cooperação irá reforçar a identidade atlântica no território dos parceiros e permitir a criação de uma marca na Europa e no exterior, ligando indissociavelmente o Espaço Atlântico às Grandes Viagens e Explorações. Trata-se de uma iniciativa inédita, dado que não existe atualmente uma rede que recupere este legado.
A estratégia do projeto recupera o legado histórico de cada região, aliando as competências e a experiência dos diferentes parceiros para conferir uma dimensão superior à sua promoção turística. A relevância da partilha de recursos e de estratégias geridas pelos parceiros é, claramente, um resultado direto desta visão transnacional.
Esta abordagem é, por si só, um meio poderoso para aceder a informação fundamental e a novas ideias, potenciando a inovação, reforçando a capacitação e otimizando os recursos para melhorar os resultados. Aprender com as experiências de outros territórios, trocar conhecimentos e partilhar o desenvolvimento gerará valor acrescentado, contribuindo para aperfeiçoar a futura governação da rede.
Finalmente, a vertente transnacional valida a aprendizagem e as experiências acumuladas, evitando a duplicação desnecessária de trabalho experimental e oferecendo uma vasta base de dados para análise comparativa. A constituição de um comité científico transnacional, a criação do itinerário cultural, a estratégia de promoção conjunta e o desenvolvimento de produtos turísticos transnacionais são partes integrantes e indissociáveis deste projeto.
Associação Atlântica vs. Itinerário Cultural
A titularidade do novo Itinerário Cultural pertence à Associação Atlântica, o que constitui uma solução eficaz por forma a garantir a durabilidade da rede. Isto significa que o Itinerário Cultural será permanentemente apoiado pelos seus membros, sendo que a rotatividade na responsabilidade de gestão permitirá que outros territórios atlânticos capitalizem os resultados do projeto.
O apoio contínuo do Conselho da Europa é também um fator determinante para a sustentabilidade e longevidade da rede. Adicionalmente, a participação num Itinerário Cultural abre inúmeras oportunidades de financiamento e investimento, tal como comprovado pela experiência de outros Itinerários Culturais na Europa.
O objetivo de capitalização foca-se nos territórios atlânticos que serviram de palco às grandes explorações náuticas. Globalmente, estas localizações dividem-se em duas categorias: as que integram a área de cooperação do Espaço Atlântico e as de outros territórios externos. O grupo-alvo para a capitalização é constituído pelos organismos de governação responsáveis pela valorização do turismo e do património cultural.












